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Anna Costa St

Licenciada, mãe de um menino, formação em Fashion Industry/Consultoria de Imagem, aqui deixarei sugestões de Moda e falarei de outros temas que estão presentes nos nossos dias. Lifestyle, Clean the Closet entre outros...

Anna Costa St

Licenciada, mãe de um menino, formação em Fashion Industry/Consultoria de Imagem, aqui deixarei sugestões de Moda e falarei de outros temas que estão presentes nos nossos dias. Lifestyle, Clean the Closet entre outros...

05.08.20

Aquilo por que nunca deveríamos passar


Ana Costa Ana Costa

Durante muitos anos não se ouvia falar em violência no namoro, ou pelo menos eu nunca tinha ouvido, ou não queria ouvir.

Muito se fala de violência doméstica física, mas a psicolígica, essa é quase sempre desvalorizada, mas deixa marcas profundas e que demoram a sarar.

Somos muitas vezes acusadas de ter mau feitio, de sermos intransigentes, de sermos complicadas e de não querermos desculpar

"ele está a passar um mau momento, ele não é assim, ele até gosta de ti"

É o que ouvimos e muitas vezes da familia do próprio, sempre com o intuito de o desculpar, mas a verdade é que nós é que sabemos o que ouvimos e passamos. Os dias que passamos a chorar e a esconder o choro e a colocar um sorriso na cara quando por dentro choramos com dor.

"onde é que vais assim vestida? estás com quem? o que estas a fazer? quem é esse? porque é que queres estar sozinha com as tuas amigas? porque é que não falas com as tuas amigas ao telefone à minha frente? quem é que te tirou essa fotografia?'"

Estes são só alguns exemplos.

Eu sei porque passei por tudo, talvez e por vergonha nunca tenha dito a ningúem, acho que só o contei uma vez e foi à minha Mãe e lavada em lágrimas. Porque na verdade, tinha vergonha de não ter conseguido falar mais cedo e ter cortado o elo no namoro. Talvez tenha aprendido da pior forma e por mim, mas ainda bem que consegui perceber o que não queria para o meu futuro, e aí coloquei um ponto final.

Nem as lágrimas de crocodilo lhe valeram o perdão, Graças a Deus não cedi. Até fui uma querida lol ainda lhe fiz as malas e ajudei a levar até ao automóvel.

Isto foi há 11 anos, onde pouco se falava por medo, mas hoje senti a necessidade de o fazer, para me libertar e porque se alguém que me leia, estiver a passar pelo mesmo, ainda vá a tempo de dizer "Basta!"

As relações não podem ser penosas, mas sim uma caminhada a dois em que ambos se aceitam tal como são e traçam um caminho juntos.

Hoje escrevo como Mãe de um menino de quase 11 anos, e que lhe passo todos os valores correctos, que deve tratar bem as meninas com quem se cruza, que não deve deixar que os amigos "gozem" com as meninas por um motivo ou por outro, que deve brincar quer com meninos quer com meninas, porque o caminho se faz assim mesmo, construindo valores de equidade.

Enquanto Mãe faço o meu papel, e espero nunca ter de o chamar à atenção por nenhum comportamento menos correcto, porque se tiver de o fazer, farei. E não lhe vou por paninhos quentes, vou chamá-lo à atenção e zangar-me com ele se assim tiver de ser.

Ensinem os vossos filhos a ser gentis, ensinem as vossas filhas a não deixarem que as maltratem. Somos nós enquanto Mães e Pais que temos a obrigação de forman os adultos de amanhã, para que não oiçamos tantas vezes notícias de violência.

Talvez o que tenha despoletado esta minha vontade de partilhar o que se passou comigo, esteja relacionado com o post(stories) que deixei hoje no https://www.instagram.com/anna.costa.st/ 

Aos 45 anos continuo a sentir-me incomodada e desrespeitada quando oiço piropos ou palavras ,mais estúpidas do sexo masculino. Não há necessidade de o fazerem, talvez um "bom dia" com um sorriso como vejo entre nós Mulheres seja o suficiente, ou então não, calem-se, e respeitem as vossas companheiras.

Sejam Felizes

 

 

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